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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Se é amor? é, definitivamente, é


Quando você o olha nos olhos, e sente que poderia dar sua vida pela dele.  Quando você sente que o mundo pára por alguns minutos quando ele está ao seu lado. Quando você não cansa de observá-lo, tentando gravar todos seus movimentos e gestos, para, ao fechar os olhos à noite, ainda poder vê-lo, e assim, não sentir saudade. Quando você sente que poderia enfrentar o mundo, se tiver ele ao seu lado.
E você olha para ele, e vê estampado ali, todos os seus planos futuros. E você se sente completa, porque sabe que nenhum outro, nunca irá se encaixar tão perfeitamente a você; nenhum, nunca, irá substituí-lo, porque não se pode substituir alguém único. Isso é amor. E é isso que eu sinto por você. Como sei que é amor? Simples, quando você sorri, eu também fico feliz, e quando você chora, sinto sua angústia. Quando você me olha, sinto vontade de mergulhar profundamente em seus olhos verde mar e neste momento, não preciso ser salva. Quando te vejo ao longe, andando despreocupadamente, meu coração pula, e as famosas borboletas habitam meu estômago.
Então hoje, não tenho medo nem vergonha de estufar o peito, e gritar aos quatro ventos “EU AMO VOCÊ!”

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Em busca da paz interior



Sabe quando você acorda com um peso absurdo sobre você? Quando é tão pesado, que parece que o mundo desabou enquanto você dormia? E esse mundo desabado impede que você abra os olhos e tenha vontade de encarar este novo dia? Que você sente um aperto no coração, como se alguma mão imaginária o estivesse comprimindo? E você tenta se livrar disto, mas é muito mais forte que você. Até que você encontra forças, não sabe aonde, para abrir os olhos. E vê que faz sol. Mas não é um sol comum, é um sol que entra em cada poro do seu corpo, inclusive em sua alma, e você consegue levantar, mas o peso ainda está aí, não se engane.
Então. É exatamente por isso que vim parar aqui. Em cima desta montanha, observando uma pequena cachoeira, que faz contraste com o azul do céu e com o verde das árvores. Caminhei até aqui com a convicção de que este peso diminuiria, e se tivesse sorte, até sumiria.
Olho para o horizonte, e me pergunto, que segredos este mundo - tão grande e tão pequeno – esconde. Olho para os pássaros, e desejo ser livre como eles. Poder voar, e observar tudo em silêncio. A calmaria das águas, a sensação do vento batendo forte contra o rosto, não sentir o chão sob meus pés, e mesmo assim, não sentir medo. Apenas paz. Uma paz absurda. Como deve ser?
Então, olho para a cachoeira. Sua água agitada, como se quisesse dizer alguma coisa. Escuto o barulho, e sinto a leveza e a paz daquele pássaro. Viajo para meu passado, lembrando das pessoas que marcaram minha vida, e faço uma retrospectiva. Depois, viajo ao futuro, vejo meus sonhos realizados. Estou voando. Voando para dentro de mim mesma.
Sinto a brisa leve bater em meu rosto, e pela primeira vez, estou sentindo de verdade. Não estou em meio a uma cidade grande, correndo apressada para não perder o ônibus, com o vento bagunçando meu cabelo. Não. Aquela brisa estava me mostrando que somos sensíveis e frágeis. Que perdemos muito tempo da nossa vida tentando sentir tudo, e não sentindo nada. E aprendo que não há nada melhor do que sentar no alto de uma montanha e observar a natureza. Entrar em contato com ela. Sentir meus pés na grama molhada, a brisa acariciando meu rosto e escutar o barulho das águas. E sentir-me leve.
Você lembra-se daquele peso? Ele sumiu. Porque eu aprendi a suavizá-lo.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Então, o que te traz felicidade?


Será que precisamos realmente seguir arisca o que a sociedade impõe? Quer dizer, você nasce, cresce, amadurece, apaixona-se, casa-se e morre?
Cresci ouvindo (da sociedade inteira) que a fórmula para uma vida feliz e completa é ter um bom emprego, ter um corpo capaz de causar inveja (lê-se: magro, mas com curvas, sem nenhuma celulite, sem estrias e de preferência, com tudo durinho), ser vaidosa, ter um bom marido, ter em média dois filhos e um cachorro, e morrer rodeada por netos e bisnetos.
Nunca aceitei muito esse script. Então quer dizer que se eu não quiser ter filhos nem casar-me, tiver aversão a cachorros, ser gordinha e pouquíssimo vaidosa, serei menos feliz? Se eu quiser viajar pelo mundo, conhecer, explorar, realizar aqueles sonhos de quando se é criança e se acha que pode abraçar o mundo, estarei sendo insensível ou insana? Então quer dizer que a felicidade não é algo particular, é algo imposto, como se fosse uma receita. Faz-se felicidade acrescentando filhos a uma tigela com marido e mexendo-se bem, até isto engrossar, depois se coloca no forno por alguns anos, até que você possa colher o que plantou. E voillá, sua felicidade está pronta. Passe adiante.
Não. Acredito naquela felicidade que se encontra nas pequenas coisas. Não olhe-se no espelho com muita frequência. Não se preocupe em estar bonita sempre, preocupe-se em estar feliz consigo mesma. Cante no chuveiro, assista aquele filme que sempre te faz chorar, comendo uma bacia de pipoca com chocolate, sem importar-se com as calorias que aquilo possa ter. Mas não se esqueça da comédia, ela deixa tudo mais colorido. Fale pras pessoas diariamente o quanto elas são importantes para você e o quanto você as ama. Tenha tempo para a sua família, e não se esqueça dos amigos.
Deite sob as estrelas e as observe em silêncio. Absorva a energia que elas transmitem. Encontre alguém que entenda e aceite suas vontades e esteja disposto a realizar seus sonhos mais absurdos ao seu lado. Viaje. Preocupe-se menos com coisas materiais e mais com o bem estar.
            Mude frequentemente. Só assim você saberá realmente seu lugar no mundo. Faça o que gosta. Faça de seu trabalho, um hobbie. Ame a vida. Explore-se. Conheça-se. Só assim poderá conhecer os outros. Grite quando tiver vontade de gritar. Brinque. Saia sem rumo. Entregue-se às suas vontades.
Mas o mais importante: NUNCA deixe de ser você mesmo. Busque-se; mude, mas não perca sua essência. Cada pessoa é única, e tem qualidades que valem a pena serem mostradas. Então não esconda as suas. Não implore o afeto de ninguém, mas também não seja fria, nem impenetrável. Não tenha vergonha de se mostrar, nem de amar loucamente. Vergonha deve ter quem é desprovido do amor. E não se esqueça: A sua felicidade é você quem faz. 


domingo, 4 de setembro de 2011

O encaixe perfeito



        - Você é ridículo! – falei entre dentes
       - E você é fresca. Viu? Somos perfeitos um para o outro! – ele respondeu com ar de deboche
      - Não tenho tanta certeza. Não costumo me relacionar com pessoas insuportáveis como você.
      Ouvindo isso, ele fitou-me com seus olhos verde-esmeralda e sorriu. Sorriu como se fosse a última vez. Não disse nada, apenas beijou meus olhos, depois minha boca, indo em direção ao meu pescoço, mas parando no meio:
      - Eu te amo, sua idiota, e não sei o que seria de mim sem você! – ele sussurrou em meu ouvido.
      Foi minha vez de sorrir. Sim, eu também o amava. Porque mesmo com nossas imensas diferenças, nossos sentimentos pela metade e nossas inseguranças, nós nos completávamos. Porque era ele que eu esperava ter em meu lado pelo resto de minha vida. Porque sem ele, eu não seria nada.
      Abracei-o com mais força, e desejei nunca mais soltá-lo. E enquanto ele deitava em meu lado, eu me acomodei em seu peito, fechei meus olhos, inspirei seu perfume cítrico e em seus braços, adormeci.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

O que seria de nossa vida sem amigos?



Aos meus amigos distantes e aos que fizeram parte da minha infância. Aos que me viram crescer, aos que não falo muito e aos que falo sempre. Aos amigos que são como irmãos e aos indispensáveis. Aos que sempre estão por perto e aos que sumiram. Aos que vejo todos os dias e aos que quase não vejo. Aos virtuais e aos amigos da família. Aos amigos de uma tarde e aos de uma vida. Aos amigos que parecem meus pais e aos que parecem meus filhos. Aos que xingam e aos que ouvem. Aos que protegem e aos conselheiros. Aos amigos professores e aos amigos colegas. A todos os amigos que marcaram e continuam marcando minha vida, um feliz dia do amigo.
Escolhemos o dia 20/07 para dizermos às pessoas que amamos o quanto elas são importantes em nossas vidas, e é isto que eu estou fazendo. Não importa a situação, se estivermos juntos, então venceremos! Não importa o dia, não importa a hora, amigos são para todos os momentos. Amigos de verdade, acreditam em nós quando nós já não acreditamos mais. Amigos de verdade sabem quando devem falar, mas também sabem o momento de ficar em silêncio e ouvir.  Amigos de verdade são aqueles que nos entendem, mesmo quando nós não nos entendemos mais. Amigos de verdade são aqueles que nos acompanham em nossas maiores loucuras. Amigos de verdade são aqueles que entendem nosso mau humor, que não importa a direção que a vida lhes leve, sempre voltarão. Não tem distância que separe amigos de verdade, porque estes têm uma ligação invisível aos olhos, que meros quilômetros não são suficientes para desfazê-las. Amigos de verdade aguentam nossas chatices. Amigos de verdade brigam de vez em quando, mas não é por isso que deixam de se amar. Amigos de verdade são aqueles que resistem ao tempo, que sabemos que estarão ao nosso lado, quando nossos cabelos ficarem brancos. São aqueles que verão nossos filhos crescerem, e, ao nosso lado, lhes contarão o quanto éramos loucos! Amigos podem até se distanciar, podem até não estarem presentes no futuro, mas com certeza serão lembrados com saudade por alguém que jamais os esquecerá.
Sabemos quem são nossos amigos de verdade, sabemos quem merece cada palavra escrita acima. Não precisamos gritar aos quatro ventos, falar baixinho, apenas para eles, já é o suficiente. Porque melhores amigos sabem a importância que tem em nossas vidas!
Eu amo vocês! Nunca se esqueçam. 

terça-feira, 12 de julho de 2011

Onde está a sua felicidade?



        Era apenas mais uma manhã límpida, e eu estava novamente sem ter o que fazer. 
       Há anos meu único desejo é poder descer desta torre, fugir deste castelo, mas não posso, apenas vejo os dias passarem através desta pequena janela e desta imensa altura, que me afastam do restante do mundo. Foi decretado por meu pai quando era pequena que moraria neste quartinho com apenas uma cama, até que um príncipe, corajoso suficiente e que esteja disposto a derramar seu próprio sangue apenas para me libertar, ter-me em seus braços, suba até aqui, me liberte e assim, esteja livre para viver comigo pelo resto de sua vida.
          Depois que vi o terceiro desistir na metade e ir embora, simplesmente comecei a desacreditar no amor, e aprendi a apenas ver a vida passar. Para mim era muito mais fácil imaginar o amor e ler sobre ele do que senti-lo. Conhecia pouco sobre o assunto, mas o pouco que conhecia me alertava para fugir dele com todas as minhas forças.
        As criadas de meu pai já me falaram que não posso ter medo de viver.  Que devo fazer de meus sonhos, metas, e ir à busca deles.  Mas às vezes, quando você tem um grande sonho, você também tem um pouco de medo de vê-lo realizado. E se não for tudo que eu imaginei? E se depois eu descobrir que não era exatamente isso que eu queria? Mas confesso, hoje acordei com ânsia de viver, ânsia de sentir meus pés na grama fresca, de correr, de sentir o sol queimar minha pele. De sentir-me livre, finalmente, para poder criar minha própria história, e não mais viver na sombra da história de meu pai.
         Era isto. Eu iria fugir. Eu iria provar desta liberdade. E se depois não for o que eu imaginava? Bom, pelo menos saberei como é. Não precisarei mais dormir à noite e imaginar, porque eu estarei vivendo meu sonho. 
         Estava tudo pronto, não iria levar nada. Apenas algum dinheiro. Ouço batidas na porta. Era a criada. Abri para ela e, enquanto ela entrava, saí correndo, descendo vários lances de escadas, e depois, finalmente, parando em frente a uma porta. Pensei novamente se era isto mesmo que eu queria. Era. Abri a porta, e senti, pela primeira vez, o sol ofuscando meus olhos.
        E enquanto eu corria, percebi, que não importava quantos príncipes tentariam escalar aquela torre, a única pessoa capaz de me fazer feliz, naquele momento, estava correndo de pés descalços floresta adentro.