Você se julga tão inteira, tão completa, tão pronta, mas não
passa de uma menina assustada que nunca cresceu. Você se diz tão mudada, tão
adulta, tão autossuficiente, mas chora todos os dias por ser quem é. Eu sei. E
dentre todas as pessoas que você diz serem seus amigos, eu fui a única que
pegou você pela mão, e te conduziu quando você não sabia aonde estava. Te
abracei quando você achava ter perdido tudo. Insisti tanto, que esqueci que era
você quem não queria ser ajudada. E eu cansei. Já não espero mais nada de você,
além de tentativas frustradas de chamar a atenção. E enquanto você cospe
certezas para esconder suas fraquezas, eu as admito. Enquanto você mostra ao
mundo que está bem, eu me refaço em silêncio. Você vive de aparências. Mas lamento
te informar, que ninguém vive de beleza por muito tempo. Você precisa de um
objetivo, caso contrário, não será ninguém. Como diria William Shakespeare, “Se
você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve”. E eu lamento por
você não saber. Mas eu tentei. Lavo minhas mãos.
domingo, 19 de outubro de 2014
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
Sou outra, ponto final
Vou te contar, foi difícil. Precisei revirar minha vida, pra te transferir pro quartinho de empregada.Me mudei por completo, por fora, cabelo, unha, roupa. Por dentro, jeito, pensamentos, coração. Precisei de outros caras andando pela casa e me enjoando, até um dia, um deles me fazer rir. Como você nunca tinha feito. E depois outro e você foi deixando de fazer falta. Só não quero que você me culpe. Sou outra, porque você me transformou, porque foi preciso. A mesma ia continuar sendo sua, de corpo e alma presa num nada. Você nunca foi embora, mas também nunca ficou. Pensava em mim, mas nunca se importou de verdade, nunca se esforçou pra dar certo. Sua ausência já me feriu muito, me fez pensar que eu nunca ia conseguir de fato partir e aceitar uma ausência definitiva. Mas hoje já não me importa, porque tua presença não compensa os dias de espera. Porque seu telefonema não me dá frio na barriga e sua voz não me deixa mais sem chão. Eu fechei meus olhos pro mundo pra só enxergar você e fiquei cega por muito tempo. Mas depois de olhar o mundo de novo, você já não tem mais cor, não se destaca. E tudo isso foi culpa sua, obrigada. Tantos conselhos de amiga que eu engoli pra continuar de olhos fechados, mas é assim, não é? Era você quem tinha que me fazer desistir, mais ninguém. E tá feito, tô feliz, sou outra e sou minha. Aprendi contigo mais do que havia aprendido toda a minha vida, voltei a ser minha com a mesma intensidade que fui sua um dia. Precisei de mil textos sobre você, distribuir essa loucura em linhas e hoje, vim te encerrar com as mesmas linhas que te deram início, continuidade e, agora, fim.
Marcella Fernanda
sexta-feira, 6 de junho de 2014
Eu escolheria você. Aqui ou em Paris. Ou Londres, Nova York, Buenos Aires. Eu continuaria escolhendo você. Na frente da minha casa ou aos pés do Cristo Redentor. Mesmo se nos desencontrássemos. Ainda assim, seria você. Mesmo se não fosse. Mesmo se não tivesse te encontrado. E sempre será você. Em noites chuvosas ou dias ensolarados. Até nas dificuldades. Será você.
Porque quando eu olho em seus olhos, sei que você está ali pra mim também; quando te abraço, tudo vai pro seu devido lugar, e por um momento, não importa aonde estamos. O que importa é que estamos juntos.
domingo, 20 de outubro de 2013
De tantos pontos finais, viramos reticências
Você pode até achar que não sente
nada, que nunca sentiu e que eu não sou ninguém pra você. Você pode ferir-me
com palavras duras e atitudes inesperadas, você pode dizer adeus. Mas, antes de
dormir você vai pensar em mim e, ao acordar, eu serei a primeira coisa que você
irá lembrar. Você vai pensar em falar comigo, em dizer um oi, mas o orgulho
falará mais alto. Então você se lembrará do jeito que eu te olhava, mas achará
que é só a solidão falando por você.
Os dias vão se passar lentamente, e, às vezes,
meu perfume invadirá sua mente e então você sentirá falta dos meus abraços. Você
ouvirá seus amigos falando de mim, e sentirá um pequeno nó na garganta. É a
saudade. Acostume-se com ela.
Então você irá pra festas ao qual
é acostumado, sairá com várias garotas mais bonitas e até mais inteligentes que
eu, mas ao final da noite, sentirá um vazio. Esse vazio invadirá seu corpo da
mesma forma que invadiu o meu, e você se lembrará de todas as vezes que eu
falei nele e que você não levou a sério.
Você estará mais distante,
perdido em pensamentos sobre tudo que poderíamos ter sido, mas não fomos. Então
você verá fotos minhas sorridentes, e verá um brilho conhecido nos meus olhos,
aquele que sempre existiu quando eu olhava pra você. Então, você sentirá
saudades do meu sorriso infantil. Da minha fragilidade, e até das minhas
crises.
Ao olhar para o lado, você não
verá ninguém. E isso será angustiante, daquele mesmo jeito que eu contava e
você dizia ser exagero. Você me verá na
rua, e minha indiferença fará você se perguntar como chegamos a esse ponto.
É simples. Seu orgulho falou mais
alto, certo de que eu abriria mão do meu. Mas não. Não dessa vez. Eu sei o que
quero, sei o que sinto. Apenas lamento por você não saber.
terça-feira, 3 de setembro de 2013
...Aprendi a ignorar qualquer sentimento que viesse a
desabrochar, a controlar minha vida, a ter outras prioridades. Coloquei o mundo
inteiro na frente do amor. E sem perceber, criei uma barreira ao redor de mim
mesma, que proibia todos de atravessar, e, consequentemente, me proibia de ver
o outro lado.
Convivi com isso por muito tempo, tanto tempo que aprendi a
viver sem o coração acelerado, sem as pernas tremerem, sem o nervosismo do
primeiro encontro... Argh, odiava pensar na hipótese de (re)viver tudo aquilo
que eu jurava ter deixado no passado.
Com o tempo, troquei minhas fantasias românticas pelas
insanas. Troquei homens por livros e amor por estudo. Achei que finalmente
tinha encontrado a fórmula para a felicidade. Ser autossuficiente e inteligente
o suficiente para não me apaixonar novamente. Que tola eu, nem reparei que o
amor já havia me encontrado outra vez.
terça-feira, 13 de agosto de 2013
O pior tipo de cafajeste
Você me levou
ao cinema, me deu flores, fez jantares, me ligava regularmente, era
compreensivo e protetor até demais. Difícil de acreditar, né? Eu também demorei,
mas acabei aceitando que era disso que eu precisava. Um romântico. Mas o tempo
passou, e nós todos sabemos que o tempo carrega consigo algumas verdades, umas
pequenas, outras grandes e todas com a capacidade de destruir tudo em que
acreditávamos até então.
Esta última foi
a que aconteceu com você. Você mostrou que ser “romântico” não era algo que
você assumia apenas comigo, mas com todas. Você seria assim com qualquer uma,
porque estava carente. Eu fui apenas a cobaia com quem você testou estas novas “artes
da conquista”. Hoje, você estufa o peito ao me dizer que é, sim, um romântico “à
moda antiga”, e eu apenas dou risada. Você nem sabe o que é realmente ser
romântico.
Ser romântico
não é apenas encarnar um personagem e dizer coisas bonitas ao pé do ouvido. Não
é apenas dar flores e se fazer presente numa noite fria de inverno. Ser
romântico não é apenas pagar a conta no fim da noite. Ser romântico é guardar-se
pelo tempo que for necessário, e ser assim apenas com uma mulher. É escolher, e
fazer a escolhida sentir-se a mulher da sua vida. A mulher mais feliz.
Quando você
conseguir ser assim, aí sim terá se tornado o homem que você tanto diz que é.
domingo, 11 de agosto de 2013
Nossos herois
Hoje, enquanto abraçava meu pai e desejava à ele um feliz dia dos pais, pensei em todos os tipos de pais que existem, e que todos, naquele exato momento, estavam sendo homenageados.
Àquele pai que parece um leão cuidando de seu filho, que protege-os até do que não é perigoso. Àquele pai que sente ciúmes toda vez que sua "filhinha" da sinais de que está crescendo. Àquele pai que chega do trabalho cansado e, mesmo assim, arranja tempo para brincar com seus filhos. Que passa horas contando a mesma história, apenas para ver seus filhos dormindo tranquilamente. E muitas vezes, acaba dormindo aí mesmo. Àquele pai que se assusta ao saber que vai ser pai, mas, mesmo com medo, assume a responsabilidade. Àquele que se emociona ao ver seu filho pela primeira vez, dentro da maternidade. E chora, ao ver aquela criatura tão pura e indefesa.
Àquele pai que talvez, não tenha tanto tempo assim, e seja um pouco distante, mas ama seus filhos incondicionalmente. Àquele que viaja muito. Àquele pai tatuado, com alargador e jovem até demais, mas que surpreende a todos, mostrando que é um HOMEM. Que mesmo com medo e insegurança, assume a sua responsabilidade.
PARABÉNS a todos os pais desse mundo. Independente de quem vocês são e do que fazem. Ser pai exige CORAGEM, CARÁTER e MATURIDADE. E vocês, no momento que decidiram ter um filho, e os criaram da melhor maneira possível, mostraram que são sim, tudo isso. Vocês merecem!
E filhos, passem esse dia com seus pais, o abracem e digam à ele o quanto ele é importante, pois não sabemos do amanhã, não sabemos se ele vai chegar. Não sabemos quanto tempo ainda temos para dizer as pessoas que amamos o quanto elas fazem a diferença em nossas vidas. Sejam com seus pais do jeito que vocês gostariam que seus filhos fossem com vocês.
ps: dedico este texto ao meu pai, que é sim, meu heroi. Obrigada.
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