terça-feira, 24 de abril de 2012
"Ela gargalhou. Quando Lou Calabrese gargalhou, foi impossível lembrar que havia uma tempestade congelante lá fora e que um vento ártico tenebroso estava batendo nas quatro frágeis paredes em volta deles. A gargalhada de Lou Calabrese era como um abençoado raio de sol após um mês de chuva. Como uma cerveja gelada após uma longa caminhada. Como um banho morno depois de um dia de frio."
Ela foi até o fim - Meg Cabot
domingo, 22 de abril de 2012
Se eu te amar, você vai saber
Se eu brigar
com você, te provocar, dizer que te odeio, me desculpar, me preocupar, me
importar; se eu mandar mensagens de madrugada, ou me preocupar em manter uma
conversa; se eu parar na rua pra falar com você, ou sorrir ao te ver; se eu
disser que você é insuportável, mas disser que te amo depois, tenha certeza que
você é indispensável. Mas se eu não fizer nada, se não me importar, se eu ficar
em silêncio, aí sim, comece a se preocupar.
sábado, 21 de abril de 2012
Espero que leia isso, idiota
Você lembra-se
daquela garota boba, que se deixava levar por meras palavras? Aquela que não
tinha resposta pra nada e não sabia o que falar diante de uma cantada?
Lembra-se daquela garota que acreditava em amor eterno? Que queria causar boa
impressão, que era romântica ao extremo? E aquela que se machucou muito por
causa disso? Aquela que amava intensamente e não se envergonhava disso? Então,
observe o que você fez com ela: ela não é mais boba, sabe provocar e é
incrivelmente forte e confiante. Ela não faz mais o tipo romântica, e, se
fizer, é entre quatro paredes, de preferência sozinha. Ela não se deixa mais
levar por palavras, porque estas não a abalam mais. Você terá que ser muito
mais forte e criativo que isso. Ela se machucou o suficiente pra aprender que
há uma grande diferença entre ser amada e ser desejada. Aprendeu a ser forte e
a retribuir as ilusões na mesma moeda. Você a mudou o suficiente pra fazê-la
desacreditar no amor, e amar uma boa solteirice. Você a deixou fria e quente ao
mesmo tempo. Você, só você, tinha seu coração em mãos, e, podendo fazer o que
quisesse, preferiu pisá-lo, e depois devolvê-lo a remetente. Este coração, que
você achava que havia destruído, bate mais forte do que nunca. Mas bate
diferente, marcado pelo tempo e pelo sofrimento. E ela lhe agradece por isso.
Você a tornou mais forte, mais viva, mais intensa e menos burra. Obrigada!
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Opostos também se completam
Seus
amigos não queriam, seus pais não aceitavam; todos eram contra. Diziam que eram
diferentes demais, que nunca dariam certo, que pensavam muito diferente: Como
alguém que adorava verão poderia namorar alguém que preferia inverno? Como
alguém teimoso poderia conviver com alguém irritante? Algo que ninguém entendia
podia ser explicado de forma simples e precisa: O amor, o amor que sentiam um
pelo outro era capaz de acabar com a diferença entre eles. O amor criava uma
ponte invisível aos olhos, que unia o coração dele diretamente ao dela. Sem
precisar de explicações. E assim, aos trancos e barrancos, eles se entendiam, e
se completavam.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Em busca da paz interior
Sabe quando você acorda com
um peso absurdo sobre você? Quando é tão pesado, que parece que o mundo desabou
enquanto você dormia? E esse mundo desabado impede que você abra os olhos e
tenha vontade de encarar este novo dia? Que você sente um aperto no coração,
como se alguma mão imaginária o estivesse comprimindo? E você tenta se livrar
disto, mas é muito mais forte que você. Até que você encontra forças, não sabe
aonde, para abrir os olhos. E vê que faz sol. Mas não é um sol comum, é um sol
que entra em cada poro do seu corpo, inclusive em sua alma, e você consegue levantar,
mas o peso ainda está aí, não se engane.
Então. É exatamente por isso
que vim parar aqui. Em cima desta montanha, observando uma pequena cachoeira,
que faz contraste com o azul do céu e com o verde das árvores. Caminhei até
aqui com a convicção de que este peso diminuiria, e se tivesse sorte, até sumiria.
Olho para o horizonte, e me
pergunto, que segredos este mundo - tão grande e tão pequeno – esconde. Olho
para os pássaros, e desejo ser livre como eles. Poder voar, e observar tudo em
silêncio. A calmaria das águas, a sensação do vento batendo forte contra o
rosto, não sentir o chão sob meus pés, e mesmo assim, não sentir medo. Apenas
paz. Uma paz absurda. Como deve ser?
Então, olho para a cachoeira.
Sua água agitada, como se quisesse dizer alguma coisa. Escuto o barulho, e
sinto a leveza e a paz daquele pássaro. Viajo para meu passado, lembrando das
pessoas que marcaram minha vida, e faço uma retrospectiva. Depois, viajo ao
futuro, vejo meus sonhos realizados. Estou voando. Voando para dentro de mim
mesma.
Sinto a brisa leve bater em meu
rosto, e pela primeira vez, estou sentindo de verdade. Não estou em meio a uma
cidade grande, correndo apressada para não perder o ônibus, com o vento
bagunçando meu cabelo. Não. Aquela brisa estava me mostrando que somos
sensíveis e frágeis. Que perdemos muito tempo da nossa vida tentando sentir tudo,
e não sentindo nada. E aprendo que não há nada melhor do que sentar no alto de
uma montanha e observar a natureza. Entrar em contato com ela. Sentir meus pés
na grama molhada, a brisa acariciando meu rosto e escutar o barulho das águas.
E sentir-me leve.
Você lembra-se daquele peso? Ele
sumiu. Porque eu aprendi a suavizá-lo.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Talvez o certo, não seja perfeito
- É só
você que eu quero, entendeu? – Ele disse, olhando fixamente para meus olhos que
se enchiam de lágrimas.
- Mas e
ela? Eu sei que tem outra, você não perde tempo; nunca perdeu. Talvez ela seja
muito melhor pra você do que... – Não pude
terminar, pois naquele momento, ele deu um meio sorriso e colocou o dedo indicador
sob meus lábios, num pedido de silêncio.
- Xiiiu,
garota boba. Sempre tirando conclusões precipitadas... Ela é bonita, divertida,
mas nunca será você. Você, com essa mania de me contrariar, esse jeito ousado,
mas sensível de encarar o mundo. Você, com todos os defeitos e com todas as
manias me conquistou. É você que eu quero. Sei que não acredita no amor, mas,
fiquemos em silêncio. – Ele parou de falar por algum tempo, depois exibiu seus
dentes levemente desalinhados e perfeitamente brancos, num grande sorriso. E
disse:
– Você consegue escutar seu coração batendo
aceleradamente contra seu peito? – Fiz que sim com a cabeça. – É, eu também. E
isto basta, não é? Sempre dissemo-nos que enquanto tivéssemos isto, seria suficiente.
Eu te pergunto, ainda é? Sei que você me ama, por mais que negue. Seus olhos
dizem o que sua boca não consegue dizer. – Ele pegou em minha mão. – Enquanto
estivermos ligados um ao outro de alguma maneira, enquanto você invadir meus
pensamentos à noite, provocar meu ciúme, minha ira; enquanto eu habitar seu
coração, estaremos amando. Sempre estarei com você, seja fisicamente ou em suas
melhores lembranças, assim como você sempre estará comigo. E enquanto tivermos
isso, teremos tudo!
Outra
lágrima escorreu por meu rosto, mas desta vez era de felicidade. Eu não
precisava dizer mais nada, ele havia dito tudo. Então apenas sorri.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Então, o que te traz felicidade?
Será que
precisamos realmente seguir arisca o que a sociedade impõe? Quer dizer, você
nasce, cresce, amadurece, apaixona-se, casa-se e morre?
Cresci
ouvindo (da sociedade inteira) que a fórmula para uma vida feliz e completa é
ter um bom emprego, ter um corpo capaz de causar inveja (lê-se: magro, mas com
curvas, sem nenhuma celulite, sem estrias e de preferência, com tudo durinho),
ser vaidosa, ter um bom marido, ter em média dois filhos e um cachorro, e
morrer rodeada por netos e bisnetos.
Nunca
aceitei muito esse script. Então quer dizer que se eu não quiser ter filhos nem
casar-me, tiver aversão a cachorros, ser gordinha e pouquíssimo vaidosa, serei
menos feliz? Se eu quiser viajar pelo mundo, conhecer, explorar, realizar
aqueles sonhos de quando se é criança e se acha que pode abraçar o mundo,
estarei sendo insensível ou insana? Então quer dizer que a felicidade não é
algo particular, é algo imposto, como se fosse uma receita. Faz-se felicidade
acrescentando filhos a uma tigela com marido e mexendo-se bem, até isto
engrossar, depois se coloca no forno por alguns anos, até que você possa colher
o que plantou. E voillá, sua felicidade está pronta. Passe adiante.
Não.
Acredito naquela felicidade que se encontra nas pequenas coisas. Não olhe-se no
espelho com muita frequência. Não se preocupe em estar bonita sempre,
preocupe-se em estar feliz consigo mesma. Cante no chuveiro, assista aquele
filme que sempre te faz chorar, comendo uma bacia de pipoca com chocolate, sem
importar-se com as calorias que aquilo possa ter. Mas não se esqueça da comédia,
ela deixa tudo mais colorido. Fale pras pessoas diariamente o quanto elas são
importantes para você e o quanto você as ama. Tenha tempo para a sua família, e
não se esqueça dos amigos.
Deite sob
as estrelas e as observe em silêncio. Absorva a energia que elas transmitem.
Encontre alguém que entenda e aceite suas vontades e esteja disposto a realizar
seus sonhos mais absurdos ao seu lado. Viaje. Preocupe-se menos com coisas
materiais e mais com o bem estar.
Mude
frequentemente. Só assim você saberá realmente seu lugar no mundo. Faça o que
gosta. Faça de seu trabalho, um hobbie. Ame a vida. Explore-se. Conheça-se. Só
assim poderá conhecer os outros. Grite quando tiver vontade de gritar. Brinque.
Saia sem rumo. Entregue-se às suas vontades.
Mas o
mais importante: NUNCA deixe de ser você mesmo. Busque-se; mude, mas não perca
sua essência. Cada pessoa é única, e tem qualidades que valem a pena serem
mostradas. Então não esconda as suas. Não implore o afeto de ninguém, mas
também não seja fria, nem impenetrável. Não tenha vergonha de se mostrar, nem
de amar loucamente. Vergonha deve ter quem é desprovido do amor. E não se
esqueça: A sua felicidade é você quem faz.
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